José Mário Branco
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*irás sentir o voo reconfortante e suave...no silêncio das minhas
palavras... a dor![A.Braga]*
Ainda tenho muitos discos em vinil, do Zé Mário Bran...
George Digalakis é um fotógrafo grego que nasceu em Atenas, em 1960. O seu primeiro contacto com a fotografia foi em 1974. Foi somente em 2011, quando ele estudava fotografia na "Photoeidolo", que se familiarizou com os fotógrafos clássicos e contemporâneos, e que compreendeu que esse meio lhe ofereceria uma porta de entrada da realidade e lhe permitiria revelar o seu mundo interior.
O minimalismo, influenciou o seu trabalho. A influência de fotógrafos minimalistas, como Michael Kenna, pode ser vista claramente nas suas paisagens aquáticas.
Para este fotógrafo, a água, é um elemento que pode ser encontrado na maioria de suas obras, mas nunca como tema principal. Ele usa a água e o céu para transmitir as suas emoções.
O minimalismo, influenciou o seu trabalho. A influência de fotógrafos minimalistas, como Michael Kenna, pode ser vista claramente nas suas paisagens aquáticas.
Para este fotógrafo, a água, é um elemento que pode ser encontrado na maioria de suas obras, mas nunca como tema principal. Ele usa a água e o céu para transmitir as suas emoções.
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| Foto: Stefan Beutler |
“- Vou guardar as tuas mãos na paixão que tenho por ti, mas não te posso revelar o meu nome, nem precisas de o saber. Chama-me o que quiseres, dá-me um nome para que possamos amarmo-nos. Aquele que tinha perdi-o no caminho até aqui. Pertencia a outra paixão, e já a esqueci. Dá-me tu um nome, para eu poder ficar contigo.”
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| Foto: Édouard Boubat |
Há dias, sabes, em que gostava de ser como o gato e que me tocasses sem desejar encontrar quaisquer sentimentos a não ser o que se exprime num espreguiçar muito lento – um vago agradecimento? - e que depois me deixasses deitado no sofá sem que nada pudesse levar da minha alma, pois nem saberias o que dela roubar.
[Pedro Paixão], in “Viver Todos os Dias Cansa”
[Pedro Paixão], in “Viver Todos os Dias Cansa”
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| Art by Julie De Waroquier |
"(…)o poema sabe, o poema conhece-se e, a si próprio, nunca se chama poema, a si próprio nunca se escreve com p, o poema dentro de si é perfume e é fumo, é a exaustão e a liberdade sentida, é tudo o que quero aprender se o que quero aprender é tudo, é o teu olhar e o que imagino dele, é solidão e arrependimento, não é um torrão de terra a cantar hinos e a estender muralhas entre os versos e o mundo, o poema não é a palavra poema porque a palavra poema é uma palavra, o poema é a carne salgada por dentro, é um olhar perdido na noite sobre os telhados na hora em que todos dormem, é a última lembrança de um afogado, é um pesadelo, uma angustia, esperança.
o poema não tem estrofes, tem corpo, o poema não tem versos, tem sangue, o poema não se escreve com letras, escreve-se com grãos de areia e beijos, pétalas e momentos, gritos e incertezas, a letra p não é a primeira letra da palavra poema, a palavra poema existe para não ser escrita como eu existo para não ser escrito, para não ser entendido, nem sequer por mim próprio, ainda que o meu sentido esteja em todos os lugares onde sou, o poema sou eu, as tuas mãos nos meus cabelos, o poema é o meu rosto, que não vejo, e que existe porque me olhas, o poema é o teu rosto, eu, eu só sei escrever o seu sentido."
[José Luís Peixoto], excerto do poema «Arte Poética», in "A Criança em Ruínas"
Adaptado para prosa, por mim.
o poema não tem estrofes, tem corpo, o poema não tem versos, tem sangue, o poema não se escreve com letras, escreve-se com grãos de areia e beijos, pétalas e momentos, gritos e incertezas, a letra p não é a primeira letra da palavra poema, a palavra poema existe para não ser escrita como eu existo para não ser escrito, para não ser entendido, nem sequer por mim próprio, ainda que o meu sentido esteja em todos os lugares onde sou, o poema sou eu, as tuas mãos nos meus cabelos, o poema é o meu rosto, que não vejo, e que existe porque me olhas, o poema é o teu rosto, eu, eu só sei escrever o seu sentido."
[José Luís Peixoto], excerto do poema «Arte Poética», in "A Criança em Ruínas"
Adaptado para prosa, por mim.
























